Beatles terão a 1ª música transmitida para o espaço

Fevereiro 4, 2008 por Julian

Os Beatles foram escolhidos pela Agência Espacial Norte-Americana (Nasa) para ser o primeiro grupo a ter uma música transmitida para o espaço. Segundo o jornal espanhol El País, a popular Across the Universe será irradiada com direção à estrela polar, a uma velocidade de 300 mil quilômetros por segundo.

O ex-beatle e hoje cantor solo Paul McCartney comemorou a iniciativa da Nasa e disse que a agência pode mandar “seus cumprimentos” aos alienígenas. Já a viúva de John Lennon, Yoko Ono, afirmou que com esse “lançamento” o quarteto de Liverpool chegou a uma “nova era”.

Os Beatles vão ser transmitidos para o espaço na próxima segunda-feira, em um programa para procurar vida inteligente fora da Terra.

Mas enquanto isso não acontece, o grupo, segundo o El País continua a fazer sucesso por aqui mesmo. Este mês abre um hotel temático dos Beatles, um quatro estrelas em Mathew Street, mesma rua onde está o Cavern Pub, que abrigou os primeiros shows da banda.

O empreendimento foi batizado com o nome de outra famosa canção do grupo e vai se chamar Hard Day’s Night. No prédio, há uma suíte dedicada a cada beatle além de alusões aos Beatles e sua história em cada um dos banheiros do hotel.

I Saw Her Standing There

Janeiro 31, 2008 por Julian

Paul McCartney encara a verdade em Memory Almost Full

Janeiro 25, 2008 por Julian

Desde 1963 – e bem antes mesmo deste autor chegar ao planeta – ficava claro a proposta musical dos Beatles. A missão era mais ou menos a seguinte: fazer algo diferente, mesmo que isso custasse a popularidade conquistada com o álbum anterior.

Sorte, trabalho, talento, sucesso comercial e a posição dos astros jogaram a favor da banda. Por isso, poucas vezes erraram nos 13 álbuns produzidos pelos rapazes de Liverpool em apenas 7 anos de estúdio.

Assim, quando os Beatles acabaram e cada um dos quatro resolveu seguir um caminho solitário, as pessoas ficaram se questionando sobre o futuro: seriam os ex-beatles ousados ou tentariam copiar o que fizeram no passado para manter o reinado pop?

A resposta da equação veio dividida em quatro. Cada um deles navegou em mares diferentes. E cada um deles acertou e pecou por motivos diversos.

Para Paul McCartney, a idéia foi tentar não repetir a fórmula em busca de novos sons.

É fato que muitas vezes equívocos aconteceram. E não é necessário voltar a citar erros e acertos em seus 37 anos de carreira fora dos Fab Four.

Por desprezar sua herança com os Beatles, Paul pagou preços caros. A falta de edição e o excesso de ousadia lhe garantiram críticas nada agradáveis. Muitas delas, merecidas. Vamos combinar…

Memory Almost Full desemboca em 2007 com uma missão: manter a credibilidade de McCartney com crítica e público, em uma espécie de renascença criativa iniciada com Flaming Pie em 1997.

Após trabalhar no projeto Anthology, Paul decidiu trabalhar de uma forma compacta e eficiente. E com exceção do sucessor Driving Rain (2001) – um álbum de regular para bom – a sucessão de discos gravados por ele ratificam o processo de buscar qualidade ao invés de quantidade em cada canção.

Com Chaos And Creation In The Backyard (2005), a parceria com Nigel Godrich serviu principalmente para que suas composições saíssem mais breves e eficientes. Ao invés de faixas longas e repetitivas, poucas canções ultrapassaram os 3 minutos de duração. A fórmula eficiente surtiu resultado imediato, dando um gostinho de “quero mais” quando as canções acabavam. Tudo isso somado aos toques de melancolia das letras, e da costumeira criatividade ecoaram em elogios dos fãs e também da crítica. Até da ranzinza e quase sempre anti-Macca, Rolling Stone, que deu a Macca a capa da edição de setembro de 2005.

Surpresa

Para quem aguardava um replay da receita empregada em Chaos And Creation In The Backyard para Memory Almost Full (em menos de dois anos de intervalo entre os álbuns) trago aqui uma má notícia. À parte do bom senso em editar e controlar a qualidade das letras e melodias, Memory Almost Full é uma verdadeira antítese. Primeiro: não apresenta nem um décimo da melancolia das letras de Chaos. Com exceção de You Tell Me e The End Of The End (mais sobre elas em breve neste texto), a grande maioria das 13 memórias de MAF (só para
simplificar o nome do CD) tem um colorido que seu antecessor (mais sombrio e lento) não tinha.

A começar por Dance Tonight, faixa com sabor country e apelo infantil (a filha Beatrice não parava de dançar enquanto Paul tocava a música em seu bandolim no Natal de 2006). Digamos que o álbum começasse por All Together Now. Não que Dance Tonight seja parecida com a faixa lançada na trilha Yellow Submarine pelos Beatles. Mas o espírito é o mesmo.

Segunda lembrança de Memory Almost Full é Ever Present Past. Originalmente acústica, Paul e o produtor David Kahne deram ao número um pique mais dançante, com guitarras tocadas com pedal de volume (você se lembra de Getting Better?). Ever Present Past é grudenta. É uma daquelas melodias que se ama ou odeia, mas no final, todo mundo sai cantando.

See Your Sunshine, música seguinte, é a mais ensolarada do álbum. Dá para perceber a intenção de grudar duas melodias diferentes da música. A primeira delas, é soul, lembra Motown, com harmonias à moda Wings. Segunda parte é agressiva com piano marcante. Se acaso este não for o seu estilo e decidir pular a faixa, não cometa o sacrilégio de ignorar as linhas de contra-baixo tocadas por McCartney. É de se ouvir e parar para refletir. E agradecer a combinação de jazz, rock e soul no resultado (ultramelódico) final.

Quem reclamou da falta de pegada e já considerava Macca totalmente fora do cenário rock & roll em Chaos And Creation In The Backyard, foi pego desprevenido com Only Mama Knows. Opiniões de quem ouviu a música pela primeira vez remetem o clima de “Mama” aos arranjos usados em Back To The Egg (79), e no compacto Junior’s Farm (74). A faixa conta, mais ou menos assim, a história de uma criança abandonada em um aeroporto. Solidão e abandono, aliás, são temas populares no songbook de Paul McCartney. Vocais agressivos e falsete fazem parte do pacote em Only Mama Knows.

Contraste. Nem dá nem tempo para terminar de balançar a cabeleira com “Mama”. Sem perceber, You Tell Me invade o ambiente, em total contraste climático. Tapes invertidos, conversa de estúdio e um violão introduzem ao ouvinte o momento que McCartney olha para o passado, onde se lembra dos momentos marcantes vividos por ele. Principalmente no campo amoroso. E é para se suspeitar que os “verões sem chuva” recordados por ele nesta letra
não sejam mais recentes do que os vividos nos anos 70 com Linda McCartney. Repartem: as harmonias feitas pelos vocais de apoio, como resposta para as frases cantadas por Paul; elas são quase etéreas. Intocáveis. Suas cadeias harmônicas remetem ainda mais ao passado. Se esquecermos que é uma música feita por um inglês, um desavisado acharia que You Tell Me teria sido resgatada dos anos 40, com o melhor que o Choro era capaz de produzir por
aqui.

Quem é esse senhor Bellamy?

Se você vai gostar ou desprezar é uma coisa. Agora, não é possível conquistar o quanto de criatividade e inventividade é encontrado na sinistra Mr. Bellamy. Interpretações iniciais da letra davam como certa a história de que a letra seria sobre um gato que teria trepado em uma árvore, e que não queria sair de seu refúgio, de forma alguma. Outra visão mais apimentada:
Bellamy seria ninguém menos que o próprio Paul McCartney. Pergunta: estaria ele em uma árvore (ou na moita) rolando o seu popular cigarro básico em um momento de fuga da censura conjugal? Histórias propostas e negadas por McCartney. Ele preferiu dizer que Bellamy “seria um homem com problemas mentais que estaria fugindo da sociedade”. Sei.

O conteúdo musical é exuberante. Não dá para esconder a paixão por Bellamy. Parte do meio da composição foi preenchida por uma melodia composta por McCartney, inicialmente destinada a uma peça clássica. A variação de estilo e vozes em Mr. Bellamy arranca risadas e provoca um carrossel de emoções multicolorido. Não se sabe se você acha Bellamy um ser ridículo, divertido,
lunático ou simplesmente excêntrico. Talvez seja tudo isso. Algo meio esquizofrênico. Bem Paul McCartney: um cara capaz de criar a balada mais doce, o rock mais selvagem e misturar idéias conservadoras e vanguardistas em um só produto (às vezes isso confunde mesmo).

Em entrevista para o site oficial, Paul disse que Gratitude simboliza a gratidão pelas pessoas que o ajudaram e o apoiaram durante os anos, como a família e os fãs. Vamos logo às confissões: odiei Gratitude nas duas primeiras vezes que ouvi a música. Achei que Paul forçou a barra ao buscar climas de trabalhos como Oh Darling (Abbey Road) e Souvenir (Flaming Pie), principalmente no aspecto vocal. E mesmo não sendo “a faixa” de Memory, já deu para aceitar e entender o propósito de Gratitude. No mínimo, leva uma nota 6,5 pela verdade de intenções musicais e poéticas.

Agradecimentos à parte, chega a vez da tão anunciada “suíte” do CD. Para os amantes do vinil, o lado B de Memory Almost Full vai de Vintage Clothes, passando por That Was Me, Feet In The Clouds e House Of Wax até culminar com The End Of The End – a última “verdadeira” faixa do disco (…agora, vamos descontar a brincadeira Nod Your Head, né?).

Trata-se, aqui, com certeza, da maior confissão feita por um músico acusado de compor faixas comerciais, vazias, e sem cunho pessoal. Nem que parte deste comentário seja verídica, experimente comparar tudo já escrito por ele com as declarações feitas nas cinco canções do medley. Vintage Clothes, decorada com arranjos de melotron e riffs de piano nos remete à parte da revolução comportamental dos anos 60. Sim, ele participou dela!

That Was Me tinha tudo para ser um rock comum, à moda Matchbox ou Honey Don’t. Mas o piano distorcido de Wix quebra a monotonia. O ponto alto aqui é a letra: “este era eu no Mersey Beat (jornal de música pop de Liverpool) com a “banda”. (Qual seria a banda mesmo?). Como declarou Macca, os versos são compostos por uma “cadeia de memórias” da infância, adolescência e toda a juventude revolucionária vivida ao lado de John Lennon, George Harrison e Ringo Starr.

Dos últimos acordes de violão de That Was Me surge Feet In The Clouds. Com se saísse mesmo de uma nuvem branca, a voz conta histórias de como Paul se sentia nos tempos de colégio – as costumeiras dificuldades enfrentadas por um garoto, principalmente se ele estudasse na sombria e conservador Liverpool Institute, nos anos 50.

Após o arranjo vocal bem à moda dos Beach Boys em Pet Sounds, House Of Wax derruba a casa com versos poéticos que acusam: “a verdade está enterrada no jardim, e dentro das paredes”. Clima psicodélico e misterioso preenchido por três solos de guitarra (executados por McCartney) que lembram um pouco o Pink Floyd.

Parte final: The End Of The End.

Espaço em branco reservado para meditar um pouco. Quem curte Beatles há tempos, e mesmo quem começou a ouvir agora deveria parar um pouco para refletir sobre o silêncio; sobre o vazio que ficaria caso Paul McCartney morresse nesse mesmo instante. Agora. Sem chance de voltar ao tempo.

A letra fala sobre isso, sobre como ele gostaria de ser lembrado quando não estivesse mais entre nós. Mesmo que simbólico seja este tema, engole-se seco ao imaginar a falta de MAIS um Beatle no planeta.

Ele garante “Não há razão para sentir-se triste”. Depois assobia, disfarçando.

Suspeito que a maioria dos ouvintes vai discordar.

O coração todo escancarado de Paul McCartney

Janeiro 25, 2008 por Julian

Memory almost Full, memória quase cheia. O termo parece derivar do mundo tecnológico, dos computadores, mas é o título do novo disco de Paul McCartney, a cujo nome costuma preceder a designação ‘ex-beatle’.

‘O título do disco veio depois que terminei tudo. Para mim, é quando isso normalmente acontece, à exceção de Sgt. Peppers’, ele explicou, em texto que acompanha o álbum. ‘Eu estava pensando sobre o que poderia definir a coisa inteira e Memory almost Full veio à mente. É uma frase que parece abarcar a vida moderna; na vida moderna, nossos cérebros às vezes parecem um tanto sobrecarregados. Quando eu comecei a especular sobre essa idéia com alguns amigos, eles todos acharam diferentes significados para isso, mas todos adoraram a idéia. Então, a repercussão ajudou a solidificar o título’, contou Paul.

O álbum só chega às lojas no dia 5 de junho (selo Hear Music, da rede de cafeterias Starbucks). Mas o Estado já ouviu o disco inteiro, com exclusividade. Antes de qualquer coisa, é bom dizer: esse disco, o 21º de estúdio de Paul, não é tão bom quanto o anterior, Chaos and Creation in the Backyard (2005), produzido por Nigel Godrich, darling de Radiohead e Beck. Desta vez, o produtor é David Kahne (Strokes, Sublime e Bruce Springsteen).

O fato de o disco não ser tão bom não o descredencia a uma boa audição: como é de hábito, Paul McCartney lega pelo menos umas duas ou três obras-primas por disco para a posteridade, sejam pérolas do pop mais ordinário ou sofisticadas subversões de composição.

No caso, entre as 13 canções do álbum, três delas parecem agigantar-se frente às demais: Gratitude, Vintage Clothes e The End of the End. Curiosamente, todas começam da sexta faixa em diante, o bloco que Paul define como ‘retrospectivo.’

Mas há grandes achados sonoros também no início do disco. Paul toca bandolim na abertura, Dance Tonight, delicadamente acústica, com as brincadeiras vocais que ele tanto aprecia. Assim como em Chaos and Creation ele definia Jenny Wren como ‘filha de Blackbird’, Macca continua se divertindo dando à luz filhotes das orquestrações dos Beatles, como Mr. Bellamy e See Your Sunshine.

Mas é no gospel Gratitude que começam a pipocar as referências biográficas. A canção parece referir-se às recentes desilusões amorosas do ex-Beatle, que escancara o coração. ‘Bem, eu estava sozinho, eu estava vivendo com uma memória/Mas minhas frias e solitárias noites terminaram quando você me deu abrigo/Amado por você, eu era amado por você, sim, eu era amado por você/Queria mostrar minha gratidão/Minha gratidão a você/Eu devia parar de te amar/Pense onde você me colocou/Mas não quero fechar meu coração.’

Vintage Clothes é musicalmente mais alegre, menos ferida. Mas a letra também analisa a tendência a cultuar a nostalgia, que ele não recomenda. ‘Não viva no passado/ Não se agarre a algo que está mudando rápido/O que nós somos, é o que nós somos e o que vestimos/É roupa de brechó, roupa de brechó.’

The End of the End é uma canção crepuscular de Paul, quase como se ele, depois de ter vivido a virada dos 64 anos (que ele projetou com When I’m Sixty Four), de ter tentado ser feliz mais uma vez num novo casamento, bem, é como se ele examinasse agora a possibilidade da morte. When I’m Sixty Four tinha aquele tom leve, levemente irônico. Essa nova música, tão boa quanto, é de cortar o coração:

‘No fim do fim/É o começo de uma jornada/Para um lugar melhor/E isso não é ruim/Um lugar tão melhor/Deve ser especial/Não precisa ser triste/No dia em que eu morrer/Gostaria de piadas sendo contadas/E histórias da velhice sendo enroladas como tapetes/Nos quais crianças brincaram/E amarrotaram enquanto ouviam velhas histórias.’

No final, com Nod Your Head, de novo uma reverência de Paul à história com os Beatles. O jeito de cantar, a guitarra, tudo parece levar direto a Helter Skelter. E a sensação é muito boa.

Fala, Macca

‘Por vezes é um disco muito pessoal e muito dele é retrospectivo, desenhado da memória, como lembranças de garoto, de Liverpool e verões passados. O disco é evocativo, emocional, ‘rocking’, mas não posso resumir isso numa sentença. Há um medley de cinco canções perto do final que são propositadamente retrospectivas. Penso que isso acontece porque estou nesse
ponto de minha vida, mas então penso nas vezes que compus com John e muito daquilo também foi feito olhando para trás. É como eu mesmo em Penny Lane e Eleanor Rigby – ainda estou usando os mesmos truques! Sei que muita gente vai olhar algumas dessas canções e interpretá-las de modo diferente, mas sempre foi assim. O certo é que eu amo compor canções, então apenas escrevo e escrevo. Nunca realmente houve um ponto no qual comecei a compor a partir de um assunto específico. Inevitavelmente, o que penso está indo ao encontro do que estou fazendo. Espero que a diversão que tivemos possa se comunicar por si mesma às pessoas que irão ouvir esse disco. Tudo de bom’, Paul McCartney, abril de 2007

Saiba curiosidades sobre “Sgt. Pepper’s”, álbum dos Beatles que faz 40

Janeiro 23, 2008 por Julian
pepper-a.jpg

Há exatos 40 anos, no dia 1º de junho de 1967, os Beatles lançavam o álbum “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”, com o qual mudaram a música moderna e influenciaram toda uma geração.

Gravado na véspera do “verão do amor”, no início da era hippie, “Sgt. Pepper” rompeu os limites da música pop e conseguiu fazer com que um disco deixasse de ser uma simples reunião de canções para se transformar em uma obra de arte com identidade própria.

“Quando o observa através da perspectiva atual, se vê que ‘Sgt. Pepper’ foi como um ícone. Foi o disco daquela época e provavelmente mudou a forma de gravar, mas não o fizemos de forma consciente”, afirma George Martin, produtor dos álbuns dos Beatles, na autobiografia do grupo, “Antologia”.

As gravações do disco começaram no dia 6 de dezembro de 1966. No entanto, para compreender o processo criativo do álbum é necessário voltar alguns meses atrás –para o dia 29 de agosto do mesmo ano, data na qual os Beatles realizaram seu último show antes da composição desta obra prima.

Sem os compromissos de viagens, o quarteto de Liverpool pôde concentrar suas atenções para o estúdio e dedicar nove meses à gravação de seu novo disco.

Com a inestimável ajuda de George Martin, que antes trabalhou com música eletrônica, os Beatles deram liberdade à imaginação nos estúdios de Abbey Road de Londres.

Todas as vozes e os instrumentos que estão no disco foram submetidos a algum tipo de manipulação técnica e muitos efeitos foram acrescentados às canções para criar um som único.

“Sgt. Pepper” demorou mais de 700 horas para ser gravado e custou cerca de US$ 75 mil, números inéditos naquela época. Apenas quatro anos antes, os Beatles haviam gravado seu primeiro álbum, “Please Please me”, num único dia.

Foi Paul McCartney quem propôs a seus companheiros que se “transformassem em outro grupo” e sugeriu o nome de “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (“A Banda do Clube dos Corações Solitários do Sargento Pimenta”, em tradução livre), inspirado nas bandas que surgiam nos Estados Unidos naquela época.

Gravaram a faixa título do álbum, uma canção que começava com o ambiente de um concerto –instrumentos sendo afinados, o barulho do público– e que emendava com “With a Little Help from my Friends”, a segunda faixa do disco.

Esta foi outra novidade de “Sgt. Pepper”: as canções se sucediam de forma contínua, sem interrupções.

A partir da terceira música –a composição de John Lennon “Lucy in the Sky with Diamonds”–, as faixas deixaram de ter uma ligação temática. “O disco ia transcorrer como uma ópera, mas depois dissemos: ‘Ah, que se dane!’”, declarou Ringo Starr.

A faixa que dá nome ao álbum volta a tocar numa versão mais rápida quase no fim do disco, que termina com “A Day in the Life”, uma das parcerias de Lennon e McCartney.

Para apresentar as canções, os Beatles encomendaram a Peter Blake uma montagem fotográfica na qual os quatro integrantes do grupo aparecem vestidos com uniformes de guerra de cores chamativas e cercados por vários personagens. É a capa mais famosa da história.

“A mudança com relação aos álbuns anteriores dos Beatles foi tão radical que tivemos que escutá-lo várias vezes para aceita-lo”, explicou o jornalista José Prieto, ao lembrar o efeito que o disco provocou nos fãs dos Beatles.

Desde então, não deixou de liderar as listas de melhores discos do rock e, quando completa 40 anos, continua sendo uma referência cultural.

Yoko Ono come cachorro para protestar contra caça à raposa

Janeiro 23, 2008 por Julian

yoko_ono_2007.jpgA viúva de John Lennon, Yoko Ono, e o artista britânico Mark McGowan comeram nesta terça-feira um cão da raça corgi, a favorita da rainha Elizabeth II, para protestar contra a caça à raposa.

McGowan, que já tinha comido um cisne durante uma performance, “jantou” o cão ao lado de Yoko Ono durante um programa de rádio em Londres.

“Sei que algumas pessoas acharão isto ofensivo e de mau gosto, mas faço para destacar a incapacidade da Sociedade Real para a Prevenção da Crueldade contra os Animais (RSPCA) de processar o príncipe Philippe, marido da rainha, que com seus amigos disparou contra uma raposa e deixou que ela lutasse por sua vida durante cinco minutos, para matá-la a pauladas em seguida”, disse McGowan.

A RSPCA é a responsável por levantar provas e acionar o ministério público britânico nos casos de crueldade contra os animais.

O organismo afirma que “não há evidência” sobre a morte cruel da raposa: “Um exame independente determinou que a raposa morreu por disparos, sem a presença de outras lesões ou traumatismos”.

Segundo McGowan, o cachorro comido morreu em um canil e tem um gosto “realmente ruim”.

Yoko Ono também achou “um pouco estranho” o pedaço que comeu do animal, disse McGowan.

A rainha Elizabeth II já teve mais de 30 corgis desde o início de seu reinado, em 1952, e atualmente possui Pharos, Swift, Emma e Linnet.

Hello world!

Janeiro 23, 2008 por Julian

Welcome to WordPress.com. This is your first post. Edit or delete it and start blogging!